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Aulas e Atendimentos

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“Empregamos a palavra aluna(o) para designar qualquer pessoa que pratique eutonia, inclusive aquela que recebe tratamento eutônico, para deixar bem claro que, para nós, nunca se trata de ‘pacientes’, mas sim de pessoas ativas e, em última análise, responsáveis por sua própria evolução.”

(Gerda Alexander, 1991, p.21)

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Na eutonia tradicionalmente desenvolvemos o trabalho por meio de aulas em grupo e atendimentos individuais.

Aulas em Grupo

O percurso da aula é guiado pela eutonista a partir de um planejamento que leva em consideração seu saber perceptivo, sua prática eutônica e o contato com os alunos.

A partir disso é criada uma narrativa que conduz a atenção da° aluna° ao tema da aula e que convida à observação e acolhimento das sensações que emergem do trabalho corporal, visando à percepção e conscientização do corpo, seus hábitos e posturas.
 
Os temas trabalhados conduzem à percepção dos apoios do corpo e da relação com o solo e o ambiente, à sensibilização da pele, à consciência da estrutura óssea, à vivência do espaço interior do corpo, visando a capacidade de estabelecer contato eutônico consigo e com os outros. 
 
A ampliação da propriocepção corporal e da qualidade de contato, resultará na capacidade de realizar movimentos mais econômicos a partir do domínio de técnicas como repousser, transporte, micromovimentos, microestiramentos, deslizamento de ossos (gliding bones), movimentos eutônicos (movimento ativo-passivo), posições de controle, estudos de movimento e espreguiçamentos (ampliação dos espaços articulares). 
 
Para o desenvolvimento das aulas, utilizamos “(…) linguagem clara sem tom sugestivo, permitindo que cada um reconheça sua própria realidade. Fala-se de temperatura do corpo, não de calor ou frio; pede-se ao aluno que sinta seu corpo, sem sugerir-lhe uma qualidade (pesada ou leve).” (Alexander, 1991)

A pessoa desenvolve autonomia e acompanha ativamente a pesquisa sobre seu corpo, em seu tempo-espaço e em seu ritmo de investigação. Em repouso e em movimento o corpo é explorado através da atenção, da auto-observação e do conhecimento da anatomia e fisiologia. Utilizam-se objetos auxiliares variados tais como bolinhas, bambus, sementes, almofadas, pedras, tecidos dentre outros para aprofundar a pesquisa e orientar o contato e a atenção ao corpo. 

A pedagogia da eutonia, no campo da educação somática, propõe uma experiência que é vivida como um processo de imersão na relação com o corpo. Esse aprendizado, acessado de modo consciente, permite que encontremos recursos psicofísicos para o ajuste e equilíbrio do tônus nas diversas atividades da vida cotidiana.  

Gerda Alexander descrevia a Eutonia como uma pedagogia-terapêutica que conduz o aluno a encontrar autonomia na busca pela saúde e bem-estar corporal. Eutonistas indicam caminhos, recursos e orientam o desenvolvimento de uma pesquisa pessoal com liberdade. Este é um de seus maiores benefícios e uma grande particularidade da abordagem – um processo de conhecimento de si e de autonomia crescente. 
 

Horário de aulas regulares em grupo

São Paulo – capital
SegundaTerçaQuartaQuintaSextaSábadoDomingo
 

10h-12h Luciana Gandolfo

19h-20h30  Patricia Decot Pernambuco

20h30-22h Luciana Gomes Pinto de Amaral de França Pereira

9h-10h30 Patricia Decot Pernambuco

20h-21h30 Andrea Soares

10h-11h30 Felomenia Pinho

10h15-11h45 Andrea Soares

9h-10h30 Andrea Soares 

 

São Paulo – interior
SegundaTerçaQuartaQuintaSextaSábadoDomingo
 

9h-10h30 Fernanda Moretti – Mogi das Cruzes

16h30-18h Layla Mulinari – Lorena

 

 

  

 

São Paulo – região metropolitana
SegundaTerçaQuartaQuintaSextaSábadoDomingo
17h-18h30 Luciana Lomakine – São Caetano do Sul

14h-15h Luciana Lomakine - São Caetano do Sul (aulas exclusivas para idosos)

 

 

 

9h-10h Luciana Lomakine – São Caetano do Sul (aulas exclusivas para crianças) 

 

Rio de Janeiro
SegundaTerçaQuartaQuintaSextaSábadoDomingo
 

 

8h-9h30 Maria Thereza Feitosa

11h-12h30 Maria Thereza Feitosa

 

  

 

Uberlândia
SegundaTerçaQuartaQuintaSextaSábadoDomingo
 

17h-18h30 Fernanda Bevilaqua

19h-20h30 Fernanda Bevilaqua

 

 

 

  

 

Atendimentos Individuais

A/o eutonista trabalha individualmente com a/o aluna/o, realizando toques e manobras, fazendo uso de consignas verbais, guiando a atenção para o modo como organiza sua postura e padrões de movimento. Nesse diálogo, a/o eutonista modula sua intenção de toque, convidando a/o aluna/o a dirigir a atenção ao seu estado geral, sua presença física e psíquica.

Na prática terapêutica o toque eutônico cria um canal de comunicação não verbal entre aluna/o e eutonista, a que chamamos de contato consciente. Isso permite que a° eutonista perceba o estado geral do aluno, sua vitalidade, a relação com o solo (qualidade de entrega), o ritmo da respiração, da circulação, o nível do tônus (estado da musculatura), a flexibilidade articular, os alinhamentos ósseos, dentre outros.
A consciência de si adquirida durante o atendimento abre a possibilidade do aluno transformar o modo como vivencia suas atividades da vida cotidiana.  
 
“Essa forma de estar plenamente presente no corpo e de preservar a capacidade de se maravilhar com ele, fugindo da ideia de torná-lo objeto, caracteriza para mim a abordagem eutônica. E é isso que restringe a sua popularidade. Nenhuma teoria sensacional e fascinante reveste a eutonia para torná-la tão desejada ao ponto de provocar uma paixão coletiva. Em vez de se apresentar como um herói que detém a solução milagrosa e instantânea para os males que afligem o corpo humano, a eutonia caminha discreta e propõe com humildade aos que esgotaram os artifícios de cura e da mudança, um caminho difícil que certamente eles gostariam de poder pular. Difícil porque exige uma procura e uma atenção constantes, porque implica uma ética, porque conduz inevitavelmente a uma responsabilidade individual” (Gaumond, 2014, p.92)